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A educação como um inseto repugnante
31/05/2019 00:44 em Novidades

Você deve se lembrar da foto que viralizou no último dia 16 de maio, após os protestos contra o contingenciamento de recursos na educação.

"A Metamorfose" de Franz Kafka (1883-1924) foi endereçada ao ministro da educação Abraham Weintraub, porém o livro impresso enviado estava com um corte equivalente a 25%.

A iniciativa do protesto foi da livraria Leonardo da Vinci, do Rio de Janeiro.

Muito se falou, mas certamente poucos conhecem o enredo do livro. Qual seria o motivo de a livraria enviar justamente essa obra de Kafka? Que relação poderia existir com a nossa realidade objetiva?

Tentamos traçar um paralelo!

"A Metamorfose" gira em torno do personagem Gregor Samsa, que abandona suas vontades e desejos para sustentar a família, até que certo dia ele acorda metamorfoseado num inseto.

Imagine uma coisa repugnante, como uma barata gigante.

Diante da nova realidade, Gregor perde o emprego, é rejeitado pela família e passa a viver recluso em seu quarto. Fica angustiado, a sua família passa a discutir o que fazer para se sustentar.

Certa feita, Gregor escapa do quarto e para ser contido, seu pai lhe acerta com uma maçã que fica cravada em seu corpo. Os familiares decidem então alugar um dos quartos como forma de obter renda.

Em outro incidente, Gregor invade a sala de jantar durante a refeição da família com os inquilinos. Atormentados, os familiares decidem que é preciso se livrar dele.

Mas não foi preciso fazer nada, com o passar do tempo Gregor morre em decorrência da maçã apodrecida, cravada em seu corpo de inseto. A família então limpa o quarto do falecido e sua morte é ignorada, todos ficam felizes.

O que é a educação para os governos? Um inseto repugnante! Sempre foi, desde que Cabral colocou seus pés por essas bandas.

Aqui a educação sempre foi mantida nas quatro paredes das escolas e universidades. Sempre foi vista como bicho feio, mas necessário. 

Uma idiotice útil e ao mesmo tempo poderosa!

Afinal, quando a educação escapou das quatro paredes, em fins de 1992, ela atormentou seus inquilinos e colocou um deles pra fora de casa.

 

Da redação

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