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O homem Bombril morre pela fake news!
23/11/2018 20:56 em Tecnologia

Fui abordado por um colega de trabalho. Ele me disse mais ou menos com essas palavras - você viu, esse ator aqui... famoso dos comerciais, morreu.

Na tela do celular dele aparecia numa postagem, repassada por outro colega, a foto do ator Carlos Moreno, com a palavra "Luto" em destaque e a frase "compartilhe se ele fez parte da sua infância".

Para quem não sabe ou não se lembra, Carlos Moreno ficou conhecido por atuar de forma bem humorada nos comerciais dos produtos Bombril. Só tem um detalhe, ele está mais vivo do que nunca. Pelo menos até o fechamento deste texto.

E não é preciso pesquisar muito. Imediatamente saquei o celular e constatei que a tal morte não fora anunciada em nenhum veículo da grande imprensa. Ao contrário, há até sites especializados indicando que tudo não passa de boato ou fake news.

Já pensou? Coloque-se na situação: alguém pega a sua foto, posta numa rede social com uma legenda "LUTO, descanse em paz". Ainda por cima a palavra "luto" em caixa alta, o que é muito comum nesse tipo de postagem. 

A situação remeteu-me a um livro que estou lendo, da jornalista e professora, Pollyana Ferrari. Com o título "Como sair das bolhas", a obra de 176 páginas, publicada pela EDUC/Fortaleza Armazém de Cultura, elucida e indica caminhos a respeito das fake news.

Em linhas gerais, Ferrari sustenta que o problema das notícias falsas sempre existiu, mas que nestes tempos de redes sociais, há o agravante das chamadas "bolhas". São ambientes de consumo e compartilhamento de idéias comuns, mesmo que não sejam verdade.

Algumas frases definidoras:

"As notícias falsas só existem porque as pessoas precisam de notícias, verdadeiras ou não, para alimentar as próprias certezas". 

ou

"Se olharmos o comportamento de mais de 1 bilhão de usuários do Facebook, por exemplo, vamos perceber que as relações, em sua maioria, existem embasadas em três pilares: consumo suprindo desejos, egos e narcisismo".

Mas até que o leitor alcance tais definições, logo no início, como se fosse uma obra de autoajuda espiritual, Ferrari oferece como ferramenta o caminho Óctuplo de Buda ou  Roda do Dharma como meio de transformação pessoal.

E creio que essa é a grande contribuição do livro, pois não basta apenas verificar a veracidade de uma informação antes de posta-la. É necessária também a reforma moral do indivíduo.

Uma reforma moral, no sentido de não fazermos coisas erradas, que prejudiquem os demais. Ou você acha que o ator Carlos Moreno não foi prejudicado?

Dependendo do tempo que se leva para desmentir uma notícia falsa, muitos estragos ocorrem, como causar comoção em amigos e familiares, prejudicar o trabalho do ator, colocando em risco contratos em andamento e futuros.

Listo aqui os oito passos da Roda do Dharma, recomendo a leitura da obra, em que Pollyana Ferrari descreve como funciona cada um dos passos a seguir:

1. Compreensão correta

2. Pensamento correto

3. Fala correta

4. Ação correta

5. Meio de vida correto

6. Esforço correto

7. Atenção correta

8. Concentração correta

 

Fica a dica!

 

 

Ricardo Lima

 

 

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